sábado, agosto 12, 2006

Decorre, até dia 16 de Agosto, a segunda edição do Festival Grandeur Nature, no Parque Natural de Queyras, em França. O objectivo a que se propõe a associação com o mesmo nome do festival, e que o organiza, é oferecer uma forma diferente de olhar a natureza tentando integrar as artes plásticas, o cinema e as novas tecnologias.
A ideia é fazer LandArt durante os 15 dias de residência e dar ao público a oportunidade de acompanharem e falarem com os artistas, para talvez depois se pôr no lugar deles, descobrir como estes vêm a natureza.


_diogo

quinta-feira, julho 20, 2006


O Departamento de Planeamento Urbano da cidade de Nova Iorque disponibiliza diversas informações acerca do projecto para o Parque Fresh Kills.
Em Freshkills: Landfill to Landscape podemos ficar a conhecer o terreno onde está a ser desenvolvido o projecto, através de mapas e fotografias aéreas e do local, em temas que vão desde a história e arqueologia, o uso do solo, a população, clima, topografia e geologia, hidrologia ou ecossistemas.
Também está disponível informação bastante detalhada acerca do concurso lançado para este parque. Em relação às equipas finalistas, Field Operations, Hargreaves Associates, Mathur/da Cunha + Tom Leader Studio, JMP Landscape and
John McAslan + Partners, RIOS Associates Inc. e Sasaki Associates, Inc., podemos consultar a biografia de cada uma delas e os painéis, memórias descritivas e fotografias de maquetes entregues para a última fase.
Ainda mais informação em Fresh Kills lifescape.


_diogo

sábado, julho 15, 2006

Gaps in the pavement conta-nos histórias de intrusões de betão na natureza.
Michael Itkoff procurou estruturas que sustentam a cidade e a fazem funcionar, que normalmente se encontram debaixo de terra, cercadas ou em sitios longe do centro urbano, e fotografou-as do ponto de vista da paisagem. Ele consegue, assim, criar imagens onde estes monstros parecem distantes do conjunto, fora do contexto e se impõem de maneira alarmante.
Outras fotografias do autor na edição deste mês da revista electrónica Polar Inertia. Recomendo a visita aos outros artigos e aos números anteriores deste journal of nomadic and popular culture.


_diogo

quarta-feira, junho 28, 2006


The Canary Project tem a pretensão de mostrar fotografias que são tiradas em locais onde os efeitos associados ao aquecimentos global têm consequências de transformação dramáticas. É também uma forma de tentar sensibilizar as pessoas através da documentação da potencial beleza, desolação ou destruição destes lugares.
Já estão retratados os efeitos da passagem do furacão Katrina em Nova Orleães, e o degelo de um glaciar na Áustria. As temáticas propostas passam também pelo aumento do nível médio das águas do mar, desertificação ou a destruição de habitats e estão planeadas viagens ao Lago Chad, na África Central, ao Bangladesh, ao Brazil, à Patagónia, à grande barreira de coral, ao Alasca, à Antárctida, entre outros.

visto n' [a barriga de um arquitecto]


_diogo

quarta-feira, junho 21, 2006

Where have all the flowers gone?


At 41st and Alameda Streets in south Los Angeles you can find one of the largest urban gardens in America. Fourteen acres of once abandoned land have been cleaned up and transformed into flourishing gardens by more than 350 families of Spanish-speaking immigrants. Since 1992 they have been producing wholesome food from their small plots, relieving the strain on their often meager incomes. But in just a few hours-three or four days at the most-eviction and a cold stream of concrete could put an end to this striking initiative.

It is a straightforward story with a script familiar from the movies. There's a rich and arrogant property speculator and there are the weak victims who unsuccessfully try to defend their rights and patch of land which supports them. And of course the nitpicking lawyers and grey institutions who in cases of doubt (can it just be psychological subjection?) always end up favoring the stronger party.

It all started with an expropriation for public use at the end of the 1980s when the City Council of Los Angeles decided to acquire the “Alameda” property, whose main owner was a company headed by Ralph Horowitz and Jacob Libaw, in order to construct a trash incinerator, which was in the end never built. Instead of the plant, the local authority decided to grant use of the land to the local food bank who would create a community garden for the many immigrant families from Central America. However, the local authority forgot to declare the area “for public use”, leaving the Alameda property company with a legal justification for regaining title over the property a few years later.

Since 2003 there has been a fight with no holds barred: on one side is the new landowner company and on the other the Spanish-speaking immigrants determined to defend what they have created. The legal battle, which has not been without suspicions of procedural irregularities and abuse, is drawing to a close at the present time and there does not appear to be much hope of saving the garden.

But it will not be easy to ignore the justified protests of the farmers, who have organized themselves into an association, South Central Farmers, and are attempting to raise funds to buy the land. Even if “justice” seems to have turned its back on them, the urban farmers of Los Angeles still have some good cards. The best is perhaps that they have been able to turn uncultivated waste land into a true communal asset of the city where they live. They are proud of the way they democratically manage the garden and have shrewdly developed good economic ventures. They boast good sales and distribution systems and regularly hold a large farmer's market every month.

Apart from all shapes and sizes of corn and tomato, the market stalls offer a vast number of essential ingredients for Central American cuisine which cannot be found elsewhere. In an area that used to be degraded there are now recreational amenities of unquestionable social value and, in recognition of the traditions of their native countries, the farmers organize occasional festivals of Aztec dance and music, as well as lessons in Mexican cuisine given by teachers from all over Mexico.

The imaginative efforts to promote and defend the garden have certainly helped to attract the support of a wide range of people and associations from around the US (including Slow Food USA) in favor of South Central Farmers.

The classic movies with this sort of script always end up with the heroes doing the right thing, determined to throw their weight behind the weak so they can reverse what seems a likely negative outcome. In real life the last week has seen the actor Daryl Hannah, Convivium leader of Slow Food in Malibu, California, the environmentalist Julia Hill (who successfully opposed the felling of a sequoia by living in it for over two years), and Joan Baez, protagonist of many civil rights battles, united in events to defend the South Los Angeles urban garden. In the hope of a happy ending which is by no means expected, they are giving encouragement and support to the South Central Farmers.

First printed in La Stampa on May 28 2006

Adapted by Ronnie Richards

em www.slowfood.com


_manel

sábado, junho 17, 2006

taorminaland Workshop




Taormina Land 2006 é um workshop internacional de projecto em Taormina (Sicília), organizado pelo AIP – Architettura Infrastrutture Paesaggio, um laboratório do Dipartimento di Architettura e Pianificazione do Politécnico de Milão. O seminário tem por objectivo a experimentação de técnicas projectuais avançadas no campo da arquitectura, paisagismo e infra-estruturas, com vista a dotar Taormina e Giardini Naxos com um cenário de transformação para o futuro. O programa é bastante abrangente, estando aberto à participação de estudantes, professores e técnicos das áreas da arquitectura, paisagismo e engenharia.
O Taormina Land decorrerá entre 26 de Agosto e 10 de Setembro e tem um custo de inscrição de 900 Euros, incluindo alojamento em hotel e passe de transporte público. O registo começa a 20 de Junho com data limite de 25 de Julho.

em [a barriga de um arquitecto]


_diogo

terça-feira, maio 23, 2006


No dia 29 de Maio, a partir das 15h, Gonçalo Ribeiro Telles explica-nos as novas intervenções do Parque Gulbenkian.
O início tem encontro marcado para o anfiteatro.

segunda-feira, maio 15, 2006

Ainda Evoramonte...

Volto a afirmar o quão disparatada me parece a intervenção na Torre de Évoramonte. Foram já colocados caminhos e escadas, daquele horrível granito polido e esbranquiçado. Uma série de bancos e cubos (para colocação de eventuais estátuas!?) também do mesmo material. Os trabalhos foram interrompidos não sei se por ser Verão, e um magnífico "mato" invadiu todo o espaço.
Os percursos quase foram engolidos, os bancos lembram passagens elevadas, de efeito magnífico. Porque não deixar assim? Para quê completar a obra?


P.S.: Tomei conhecimento que a intervenção em Évoramonte recebeu um prémio Urbaverde. Não consigo perceber.


_manel

quarta-feira, maio 10, 2006

Residência de Estudantes R3





Vamos falar de arquitectura.

Tenho vontade de lhe chamar arquitectura bonita por fora mas amarga por dentro.
Os 5 edifícios dos quais fazem parte a residência de estudantes R3, do arquitecto Gonçalo Afonso Dias, em Coimbra, formam um conjunto que já de longe chama a nossa atenção. Será, a esta distância, pela cor que lhe cobre as paredes laterais, o laranja vivo. Quando nos aproximamos o conjunto continua a pedir um olhar atento e conseguimos assim abstrair-nos da pobre envolvente.
Os caixotes, paralelepédicos, de inspiração contemporânea, através dos tratados de arquitectura que as revistas agora ditam, são, sem dúvida, bonitos. Mas não mais que isso.
O interior é cinzento e desconfortável. Parece que toda aquela geometria converge para criar um ambiente de uma prisão, que só consegue ser menos castrador do de uma verdadeira porque temos portas e janelas em vez de grades. Os quartos têm o tamanho aproximado de uma cela e a disposição das próprias camas nos faz lembrar as que vemos nos filmes onde os criminosos acabam por ser apanhados.
É impossivel, para dois estudantes que partilhem um quarto, adormecer ou acordar a horas diferentes, tão exíguo que é o compartimento, tão impessoal, tão repressor. Não há espaço para guardar livros, pouco há para guardar roupa.
Aqui, a ideia de que a imagem exterior não revela a interior é levada ao extremo.
Lá dentro ficamos fechados em cubiculos onde a unica ligação ao exterior é através de uma janela que nos mostra uma oliveira e a parede laranja do edifício adjacente. É triste.
Aqui, o edifício destaca-se do objecto a que se destina e adquire autonomia, tornando-se fácil fotografá-lo. Conseguimos focá-lo exclusivamente, como se fosse possível o edifício de uma residência de estudantes viver sobre si mesmo, ser só arquitectura.
Conseguimos ficar siderados com a pele, mas o coração é podre e desinteressante.


_diogo

sexta-feira, maio 05, 2006

«Stefan Tischer, arquitecto paisagista, estudou em Versalhes e Munique. (…) Campos de interesses: Arquitectura da Paisagem, Design Urbano, Arte e Paisagem, Paisagem Urbana, História da Arquitectura Paisagista, Paisagem e Infra-estruturas, Paisagem Contemporânea e Teoria da Paisagem. (…) Autor de numerosas publicações e diversas exposições. Tem projectos em Itália, Canadá, Alemanha, França, Estados Unidos da América, Líbano, Grécia, Suiça e Finlândia.»
Era assim o anúncio em que a Paisagir sugeria a oportunidade de escutar o que Stefan diria, oportunidade essa que surgiu quase sem antecipação.

Dia 28 de Abril, às 18 horas (já perto das 19). Sentada na penúltima fila do anfiteatro do Pavilhão de Florestal, escutei, no meu inglês de prontuário turístico, o sotaque de Renné, comentando os projectos que Stefan escolheu, ilustrados com fotografias.
Não como nas cores esbatidas dos anos 80 em que me habituei a ver o café da série «Allo Allo», o cenário de Stefan ganhava uma geometria colorida quase fantástica, a cada mudança.

Mais do que palavras, gravei imagens. Gravei as fotos e figuras que se faziam surgir em prados ou entre ramos que aproveitavam assim a importância da sua forma; gravei as pseudo-florestas artificiais compostas por suportes de estruturas, criando a irregularidade de altos e finos troncos de Pinus, onde o mato teria sido roçado; gravei a ideia da reciclagem de materiais em formas que ganhavam o que escondiam.
Gravei o sorriso com que Stefan falava do que fez, do contributo para alguma paisagem urbana (e não só), vivida por tantos e diferentes indivíduos.

Estranhas e festivas visões que, na minha dúvida, se tornaram possíveis e desejáveis em espaços espalhados pelo planeta.


_feijão