segunda-feira, maio 21, 2007

Se se sentirem com sorte e procurarem por City of the Captive Globe (a cidade onde as ruas se comportam como um mero tecido que apenas se torna distincto através dos edifícios que nele emergem) no google, é aqui que vão parar.




Sem conseguir perceber genuinamente do que se trata, não consegui deixar de me fascinar pelas várias imagens que compõem esta galeria, e deixo-vos a sugestão de percorrerem estas cinco páginas de pintura ou desenho ou ? arquitecturo-dependente ou vice-versa (?).


_diogo

sábado, maio 19, 2007

Jardin à la française


Esta praça em Ljubljana, que normalmente é preenchida por carros estacionados, está agora transformada num jardim, onde a estrutura formal típica de um jardim barroco francês do século XVII é desenhada por grades de plástico para garrafas.


_diogo

quinta-feira, maio 10, 2007

O Porto de Lisboa anunciar que decidiu construir a frente ribeirinha do Terreiro do Paço a Sta. Apolónia é um escândalo. Porque isto é inaceitável penso que deve haver, o mais rapidamente possível, movimentações e contestações de lisboetas que chamem a atenção para o problema e que não permitam o Porto aproveitar este momento de confusão na autarquia e avançar(como já fez no Cais do Sodré).A quem esteja interessado e preocupado com a situação, proponho a formação de um grupo de trabalho com o objectivo de tentar lançar o debate e dar visibilidade a esta questão.
(manuelbivar@gmail.com)


_manel

quarta-feira, abril 25, 2007

VERGONHA

o Porto de Lisboa anuciou que vai construir uma fila de edifícios de 8 metros de altura do Terreiro do Paço até Sta. Apolónia. sem resposta da Câmara e contra o PDM.

Vergonha



_manel

segunda-feira, abril 16, 2007

"Pensar e Viver a Cidade"
I.S.A. (instituto Superior de Agronomia)


"Conversas entre Ciência e Sociedade"
organizado pelo ]move[, grupo de estudantes do I.S.A.

segunda-feira, março 26, 2007


A terra dos vazios

Pergunto-me qual a necessidade de preenchermos todos os espaços com um gesto, mesmo que ténue, mesmo que simples.Os vazios urbanos são espaços perdidos(ou ganhos) na cidade, resíduos complexos, disformes , (sentidos mas não entendidos), de uma forma de pensar a cidade como uma invasão, como um SimCity interminável em que desejamos construir mais e mais sem pensar onde e para onde .O espaços vazios são os Descobrimentos do nosso tempo, antes o homem procurava espaços não tocados , hoje procura os espaços que foram poupados. E quando ja não houver nada para procurar e fazer? Se os vazios forem resignificados?, as cidades ganharem legibilidade? que descobrimentos nos restam?que complexidade?que misterio?Que espaços de todos nos restam? .Proponho a criação da reserva nacional de vazios (RNV) para preservar a nossa capacidade de imaginar. Para que respiremos todos sobre esses espaços deitados. Ou então plantemos hortas, que sempre abrem o apetite.

p.s- também eu não resisti a escrever Vazio a preto numa folha vazia, somos redundantes?

_sebastião

terça-feira, março 06, 2007


belinda tato

interessantíssima a entrevista com esta arquitecta de madrid no "el pais" de 20/8/2006.

_manel

sexta-feira, março 02, 2007

Tsantsa.

A tsantsa é um troféu de guerra em forma de cabeça, feito usando um método especial (físico e químico) que permite a conservação do cabelo, bem como das principais expressões faciais do morto.


O método consiste em arrancar a pele do crânio através de um corte que se estende desde a coroa da cabeça até ao pescoço. A pele é depois cozida em água com ervas e depois seca num pau, onde vai encolhendo. De seguida enche-se com areia quente são dados os últimos retoques à boca e outros orifícios. A pessoa que responsável pelo Tsantsa garante que as principais expressões são mantidas neste troféu que reduz a cabeça do morto a um quarto do seu tamanho original.



_manel e diogo

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Portimão a cidade dos Patos Bravos

Há 35 anos quando a minha mãe chegou a Portimão, a indústria conserveira estava em decadência e o Turismo dava os seus primeiros passos. A Cidade era constituída por 3 blocos de ocupação. O Centro, no interior do estuário do rio Arade, estendia-se em direcção ao mar e ao interior por fábricas e bairros operários. A Praia da Rocha tinha palácios burgueses e alguns, ainda poucos edifícios da hotelaria. Entre estas duas áreas encontravam-se as Quintas, com as suas Alfarrobeiras, Amendoeiras, Oliveiras e Hortas. É nesta década e principalmente na seguinte que se inicia a construção maciça, pela qual a cidade é hoje conhecida.


O Turismo devido à sua ascensão, exigiu
a construção de edifícios para a hotelaria, de habitações e serviços para os trabalhadores.

Sobre a Arriba da Praia da Rocha construiram-se prédios de grandes dimensões, o mesmo erro que já se cometia há uns anos na costa mediterrânica de Espanha. As Quintas, começam a ceder ao mercado imobiliário e é dentro dos seus limites que umas após as outras, se tornam em bairros. Sem qualquer plano urbanístico, criam-se bolsas urbanas dispersas sobre uma matriz rural, a leitura da cidade torna-se caótica e a sua imagem degrada-se.

Quando era puto a cidade era assim, descaracterizada e ainda com alguns espaços rurais. Na minha ingenuidade infantil, pensava que os erros cometidos até então não se voltariam a repetir. Enganei-me, tudo piorou, sendo que nos últimos anos as coisas têm tomado dimensões completamente desastrosas. Hoje as Quintas já só existem residualmente, pois tudo foi ocupado e continua a sê-lo, nos bairros com prédios altos engalfinhados, com espaços verdes, pequenos e absurdos, por vezes encontra-se um pequeno espaço rural entalado na matriz urbana.

Tenho a certeza que se perdeu uma oportunidade de melhorar Portimão, o modo caótico como a cidade evolui criou algumas vantagens, o urbano encaixava-se numa matriz rural, com esta matriz conservada e ligada podia-se criar uma continuidade rural dentro do espaço urbano, melhorando assim a imagem e a sustentabilidade da cidade.

Os Patos Bravos e uma autarquia incompetente destruíram e continuam a destruir Portimão, uma cidade que antes albergava turistas por ser bela, hoje ,desculpem-me a ofensa, só quem não tem olhos é que continua a gostar.

_pedro











segunda-feira, fevereiro 12, 2007


os parques de viena - reflexo de uma sociedade com problemas mentais?

em Viena a quantidade de loucos furiosos parece maior do que em qualquer outro lugar. pelos cafés, pelas esquinas, há sempre um louco. gritam, insultam, rebolam pelo chão e correm nus pela rua... será esta psicose vienense o escape a uma sociedade castrante e controladora, aborrecida e desinteressante?
É interessante passear por Viena e olhar para os seus parques, principalmente aqueles dos últimos 30 anos, e há muitos, pois todas as praças, pracetas e jardins parecem ter levado uma volta recentemente. O que se vê é assustador. Para começar existe uma vedação em volta, grande e forte, e mesmo onde já existia uma cerca, esta foi aumentada. Quando se entra encontramos um campo de jogos: mais uma rede, um terreno para cães: mais uma rede, um ring de patinagem: mais uma rede, uma pista de skate: mais uma rede, e as redes cada uma pior que a outra. Portanto entramos no parque e passeamos entre cercas como quem vai ao jardim zoológico. Pequenas Vienas fechadas no interior de cada bairro. Controlados, controlados, controlados. Para que nada saia da ordem, para que nada saia do normal. E depois dá o que dá.

_manel